A Bruxa de Gwrach-y-rhibyn
O significado do nome Gwrach-y-rhibyn, literalmente é "Bruxa da Bruma" mas é mais comumente chamada de "Bruxa da Baba". Dizem que parece com uma velha horrenda, toda desgrenhada, de nariz adunco, olhos penetrantes e dentes semelhantes a presas. De braços compridos e dedos com longas garras, tem na corcunda duas asas negras escamosas, coriáceas como a de um morcego. Por mais diferente que ela seja da adorável banshee irlandesa, a Bruxa da Baba do País de Gales lamenta e chora quando cumpre funções semelhantes, prevendo a morte. Acredita-se que a medonha aparição sirva de emissária principalmente às antigas famílias galesas. Alguns habitantes de Gales até dizem ter visto a cara dessa górgona; outros conhecem a velha agourenta apenas por marcas de garras nas janelas ou por um bater de asas, grandes demais para pertencer a um pássaro.
Uma antiga família que teria sido assombrada pela Gwrach-y-rhibyn foi a dos Stardling, do sul de Gales. Por setecentos anos, até meados do século XVIII, os Stardling ocuparam o Castelo de São Donato, no litoral de Glamorgan. A família acabou por perder a propriedade, mas parece que a Bruxa da Baba continuou associando São Donato aos Stardling. Uma noite, um hóspede do Castelo acordou com o som de uma mulher se lamuriando e gemendo abaixo de sua janela. Olhou para fora, mas a escuridão envolvia tudo. Em seguida ouviu o bater de asas imensas. Os misteriosos sons assustaram tanto o visitante que este voltou para cama, não sem antes acender uma lâmpada que ficaria acesa até o amanhecer. Na manhã seguinte, indagando se mais alguém havia ouvido tais barulhos, a sua anfitriã confirmou os sons e disse que seriam de uma Gwrach-y-rhibyn que estava avisando de uma morte na família Stardling. Mesmo sem haver um membro da família morando mais no casarão, a velha bruxa continuava a visitar a casa que um dia fora dos Stardling. Naquele mesmo dia, ficou-se sabendo que o último descendente direto da família estava morto.
Imagem e texto retirados da Coleção "Mistérios do Desconhecido" da Ed. Abril.. Esse texto é baseado no folclore da região citada.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
sábado, 5 de setembro de 2009
A enfermeira misteriosa

Todos os dias a conversa no vestiário era a mesma... a tal enfermeira que aparecia a noite para cuidar dos doentes. Eu ria muito e sempre desacreditei nesta estória, achando que isto era mais um dos "causos" que se contam no hospital. As vezes na minha visita diária aos doentes, algum paciente falava como era meiga e prestativa aquela enfermeira idosa que passou a noite lá. Achava meio estranho, pois não tínhamos nenhuma funcionária com a descrição dada pelos pacientes, mas até aí, a noite todos os gatos são pardos, pensava eu.
Um dia, no mesmo vestiário, exclamei aos quatro ventos: "eu não acredito! Se tiver esta tal enfermeira só vou acreditar nela se ela aparecer na minha frente"... e fui para casa.
Pela manhã, adentrei a enfermaria, brincando com a colega que estava atrás do balcão do posto de enfermagem, usando aquela toquinha tradicional (que hoje já não usamos mais), mas a mesma não falava nada comigo. Brinquei novamente: "o colega! tá dormindo!... vamos acordando, já cheguei para render o plantão"... mas nada dela conversar comigo. De repente minha colega saiu do quarto e me respondeu:
Você está maluca? Tá falando sozinha? eu respondi convicta:
Eu não é a colega que deu plantão com você?
Que colega? Quem me dera tivesse alguém para me ajudar?
A que... (apontei para um balcão vazio)... estava.... ali! respondi espantada.
Depois você diz que dormiu bem...deve ser a enfermeira fantasma. riu a mesma.
Bom, que ela estava lá, estava, juro!... Se foi a enfermeira fantasma, ela deve ter perdido o horário de sair para me esperar, teimosa, quis me mostrar que ela existia sim!
Um dia, no mesmo vestiário, exclamei aos quatro ventos: "eu não acredito! Se tiver esta tal enfermeira só vou acreditar nela se ela aparecer na minha frente"... e fui para casa.
Pela manhã, adentrei a enfermaria, brincando com a colega que estava atrás do balcão do posto de enfermagem, usando aquela toquinha tradicional (que hoje já não usamos mais), mas a mesma não falava nada comigo. Brinquei novamente: "o colega! tá dormindo!... vamos acordando, já cheguei para render o plantão"... mas nada dela conversar comigo. De repente minha colega saiu do quarto e me respondeu:
Você está maluca? Tá falando sozinha? eu respondi convicta:
Eu não é a colega que deu plantão com você?
Que colega? Quem me dera tivesse alguém para me ajudar?
A que... (apontei para um balcão vazio)... estava.... ali! respondi espantada.
Depois você diz que dormiu bem...deve ser a enfermeira fantasma. riu a mesma.
Bom, que ela estava lá, estava, juro!... Se foi a enfermeira fantasma, ela deve ter perdido o horário de sair para me esperar, teimosa, quis me mostrar que ela existia sim!
As fores da morte

As flores da morte
Conta-se que uma moça estava muito doente e teve que ser internada em um hospital. Desenganada pelos médicos, a família não queria que a moça soubesse que iria morrer. Todos seus amigos já sabiam. Menos ela. E para todo mundo que ela perguntava se ia morrer, a afirmação era negada.
Depois de muito receber visitas, ela pediu durante uma oração que lhe enviassem flores. Queria rosas brancas se fosse voltar para casa, rosas amarelas se fosse ficar mais um tempo no hospital e estivesse em estado grave, e rosas vermelhas se estivesse próxima sua morte.
Certa hora, bate a porta de seu quarto uma mulher e entrega a mãe da moça um maço de rosas vermelhas murchas e sem vida. A mulher se identifica como "mãe da Berenice". Nesse meio de tempo, a moça que estava dormindo acordou, e a mãe avisou pra ela que a mulher havia deixado o buquê de rosas, sem saber do pedido da filha feito em oração.
Ela ficou com uma cara de espanto quando foi informada pela mãe que quem havia trazido as rosas era a mãe da Berenice. A única coisa que a moça conseguiu responder era que a mãe da Berenice estava morta há 10 anos.
A moça morreu naquela mesma noite. No hospital ninguém viu a tal mulher entrando ou saindo.
Conta-se que uma moça estava muito doente e teve que ser internada em um hospital. Desenganada pelos médicos, a família não queria que a moça soubesse que iria morrer. Todos seus amigos já sabiam. Menos ela. E para todo mundo que ela perguntava se ia morrer, a afirmação era negada.
Depois de muito receber visitas, ela pediu durante uma oração que lhe enviassem flores. Queria rosas brancas se fosse voltar para casa, rosas amarelas se fosse ficar mais um tempo no hospital e estivesse em estado grave, e rosas vermelhas se estivesse próxima sua morte.
Certa hora, bate a porta de seu quarto uma mulher e entrega a mãe da moça um maço de rosas vermelhas murchas e sem vida. A mulher se identifica como "mãe da Berenice". Nesse meio de tempo, a moça que estava dormindo acordou, e a mãe avisou pra ela que a mulher havia deixado o buquê de rosas, sem saber do pedido da filha feito em oração.
Ela ficou com uma cara de espanto quando foi informada pela mãe que quem havia trazido as rosas era a mãe da Berenice. A única coisa que a moça conseguiu responder era que a mãe da Berenice estava morta há 10 anos.
A moça morreu naquela mesma noite. No hospital ninguém viu a tal mulher entrando ou saindo.
O cavaleiro sem cabeça

O Cavaleiro sem Cabeça
Na Escócia, os membros do Clã MacLaine, do distrito de Lochbuie, evitam a todo custo andar pela estrada da região durante a noite. Eles temem encontrar um dito "cavalo espectral" conduzido por um cavaleiro negro sem cabeça, e ouvir seu tropel de cascos brilhantes e o tinir sinistros de rédeas. Dizem os moradores do local que esse cavaleiro anuncia mortes iminentes. O nome do cavaleiro é Ewen, que era filho e herdeiro do Chefe do clã MacLaine. Mas a inveja e ódio que sentia pelo pai, fez com que os dois caíssem em desgraça, e resolvessem as diferenças no Campo de Batalha de Lochbuie. Em 1538, os dois exércitos se encontraram e o filho acabou decapitado com um golpe de machado desferido por um dos seguidores de seu pai. Desde então, até hoje, muitas testemunhas afirmam ter visto e/ou ouvido Ewen, sem cabeça, em seu corcel negro, cavalgando para colher as almas dos Campos de Batalha. Reza a lenda também que esse mensageiro da morte teria tido um presságio dele próprio. Na noite anterior ao conflito, Ewen teve um encontro com a Fada Lavadeira (uma figura folclórica escocesa aparentada com a Bansidhe Irlandesa e a Bruxa da Baba Galesa). Na véspera dos combates, era sua lúgubre função lavar as roupas dos guerreiros que morreriam no combate. Ewen caminhava ao longo de um riacho quando viu a velha agachada à beira d'água, enxaguando uma pilha de camisas manchadas de sangue. Ele perguntou a ela se sua camisa estaria entre elas, e a resposta foi afirmativa. Ewen caindo no desespero, perguntou a velha se haveria algum jeito de reverter aquele prognóstico macabro. A velha disse que ele estaria livre da maldição se sua esposa, sem ser avisada, servisse manteiga para ele ao amanhecer. Mas a sorte não sorriu à Ewen, pois sua amável esposa não serviu manteiga na manhã seguinte. O infeliz mastigou estoicamente seu pão seco, rumando posteriormente para a batalha, sabendo que não retornaria.
Imagem e texto retirados da Coleção "Mistérios do Desconhecido" da Ed. Abril..
Esse texto é baseado no folclore da região citada.
Na Escócia, os membros do Clã MacLaine, do distrito de Lochbuie, evitam a todo custo andar pela estrada da região durante a noite. Eles temem encontrar um dito "cavalo espectral" conduzido por um cavaleiro negro sem cabeça, e ouvir seu tropel de cascos brilhantes e o tinir sinistros de rédeas. Dizem os moradores do local que esse cavaleiro anuncia mortes iminentes. O nome do cavaleiro é Ewen, que era filho e herdeiro do Chefe do clã MacLaine. Mas a inveja e ódio que sentia pelo pai, fez com que os dois caíssem em desgraça, e resolvessem as diferenças no Campo de Batalha de Lochbuie. Em 1538, os dois exércitos se encontraram e o filho acabou decapitado com um golpe de machado desferido por um dos seguidores de seu pai. Desde então, até hoje, muitas testemunhas afirmam ter visto e/ou ouvido Ewen, sem cabeça, em seu corcel negro, cavalgando para colher as almas dos Campos de Batalha. Reza a lenda também que esse mensageiro da morte teria tido um presságio dele próprio. Na noite anterior ao conflito, Ewen teve um encontro com a Fada Lavadeira (uma figura folclórica escocesa aparentada com a Bansidhe Irlandesa e a Bruxa da Baba Galesa). Na véspera dos combates, era sua lúgubre função lavar as roupas dos guerreiros que morreriam no combate. Ewen caminhava ao longo de um riacho quando viu a velha agachada à beira d'água, enxaguando uma pilha de camisas manchadas de sangue. Ele perguntou a ela se sua camisa estaria entre elas, e a resposta foi afirmativa. Ewen caindo no desespero, perguntou a velha se haveria algum jeito de reverter aquele prognóstico macabro. A velha disse que ele estaria livre da maldição se sua esposa, sem ser avisada, servisse manteiga para ele ao amanhecer. Mas a sorte não sorriu à Ewen, pois sua amável esposa não serviu manteiga na manhã seguinte. O infeliz mastigou estoicamente seu pão seco, rumando posteriormente para a batalha, sabendo que não retornaria.
Imagem e texto retirados da Coleção "Mistérios do Desconhecido" da Ed. Abril..
Esse texto é baseado no folclore da região citada.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
O ultimo Vampiro

Em meio a uma atmosfera lúgubre, tisna e úmida, um grande esquife se abre quebrando uma inércia de centenas de anos. O Conde Dracul, ou apenas Drácula, desperta de seu torpor secular para reinar novamente sobre as criaturas da noite. Sua majestade se mostra mais uma vez entre seus vis súditos. Uma onda cataclísmica de dor e ódio toma conta de seu ser e expande para todo o universo anunciando que o Filho das Trevas, o Príncipe das Lamúrias, aquele que zomba de Deus e cospe na bondade está de volta. Seu poder ilimitado, subordinado apenas pela sua mórbida e cruel vontade, se prepara para Principado das Trevas que estaria para recomeçar... Será mesmo?O Conde Drácula observa seu calabouço que serviu de esconderijo e proteção por vários séculos. O Conde despertara depois de um revigorante sono de séculos para novamente exercer seu encargo. "Como será que o mundo está agora depois de todos esse anos?" Se perguntara com certa excitação. O Conde mal podia esperar para conhecer seu novo Reino.
Assim que a noite se firmou, o Conde se dirigiu até a sacada da antiga torre em que morava._O que será aquela luz no horizonte? Por um momento pensei que seria o Sol que estava a sair. Será um grande incêndio na cidade por detrás das montanhas? Tenho que ver com meus próprios olhos!!O Conde decidiu ir andando pela estrada para conhecer melhor seus novos domínios. Ao chegar na estrada, algo lhe fez excitar. Uma espécie de manta negra cobria a estrada. O que seria aquilo? Haviam duas listras paralelas pintadas de amarelo no centro e outras brancas na borda. O chão parecia ser formado por pequenas pedras negras compactadas, era quente o tal pavimento. Ao se abaixar para melhor ver aquele estranho material, foi surpreendido por uma luz branca que passou ao seu lado em grande velocidade acompanhada de um barulho completamente estranho. A luz gritou:_Ô seu palhaço!!! Quer morrer??? Sai do meio da estrada!!! A luz que agora era composta por dois pontos vermelhos, sumiu ao longe._Aquilo foi um demônio de luz??? Ele me chamou de palhaço?? Que audácia daquele elementalzinho menor!! Disse o indignado Conde.O Conde começou a andar pela borda da estrada e olhou para mais uma luz que vinha ao longe passando por ele como um raio. O Conde pensou ter visto um homem dentro da luz. O velho Drácula ficou confuso. Nunca vira algo assim. Mais uma vinha pela estrada, o Conde se portou no centro da estrada, estendeu os braços e gritou:_Eu! O Príncipe das Trevas! Ordeno que pare!!!O luz emitiu um som agudo e parou. Uma cabeça de um jovem humano apareceu no meio da luminosidade estranha e disse:_Quolé coroa?? Pirou?? Que roupa estranha!! Tá afim de uma carona? Sobe aí!! Disse o rapaz enquanto abria a porta direita do veículo.O Conde hesitou um pouco, não entendeu direito aquele estranho dialeto, mas se dirigiu até o carro e entrou._O que é isso? Uma carruagem sem cavalos? Perguntou o confuso Conde._Isso é um Mustang 73!! O que andou cheirando coroa? Tá indo pra cidade? Te levo lá._Sim! Para a cidade!! Apontava peremptoriamente para as luzes detrás das montanhas quando foi surpreendido pelo solavanco do carro que arrancava com toda velocidade, "cantando" os pneus.
O veículo se dirigia pela estrada durante a noite enquanto cruzava com outros que vinham em sentido contrário. O Conde ainda não se acostumara com aquela situação, e ainda se contraía e fechava os olhos toda vez que uma luz se aproximava. O Conde olhou para o rapaz ao seu lado. Era um jovem meio esquisito (pelo menos para ele). Tinha a cabeça raspada; usava um colete de couro com várias insígnias e pedaços de metal e correntes; tinha um bracelete com pontas afiadas. Havia argola que balançava em seu nariz. Usava uma calça de couro com os mesmos tipos de penduricalhos do resto do corpo. O Conde imaginou que se tratasse de algum bárbaro vindo da bacia do Eufrates ou do baixo Nilo._E aí velho? Você não está indo para uma daquelas festas de viados não né? Perguntou o rapaz._Não entendi sua pergunta meu jovem... Disse com polidez o Conde._Você sabe! Aquela festas de vampiros...aquelas dos "chupadores"... Essa sua roupa.... Disse o rapaz que exalava uma bafo etílico._Vampiros??? Você conhece alguma coisa sobre Vampiros?? Perguntou o Conde Drácula com assombro._Claro!!! Hoje em dia é cheio de Vampiros para todos os lados!! Reuniões, festas, convenções... É moda ser viado hoje em dia.O Conde não entendia direito aquilo que o rapaz lhe dizia com escárnio. Será possível isso que ele ouvira? Os Vampiros vivem junto com os homens e são desprezados ?_O que é "viado"? Perguntou o Conde._Ô coroa!! Onde você esteve nesses últimos séculos? Dormindo? Viado, ou veado, é "paka", "frutinha", "boiola", "bicha", "provador de vara", "eskentapau"... essas coisa!_Você quer dizer....hã...Sodomitas?? Pederastas?? "Aqueles que vão contra a natureza"?? Perguntou o Conde com medo de ouvir a resposta._Sodomita???? Hã... Agora eu me lembro da Bíblia... Sodoma e Gomorra... Sim!!! É isso!!! Os Vampiros de hoje são Sodomitas!!! Disse o rapaz enquanto soltava um suspiro etílico vindo da região do umbigo.
O velho Conde Drácula ficou paralizado na cadeira do carro, com olhar petrificado. Ele não podia acreditar naquilo que ouvira. Era a desgraça da categoria!! Os Vampiros eram as criaturas mais excepcionais do mundo. Tinham poder, graça, honra, classe, domínio... Agora eles se transformaram num bando de delinqüentes que se entregavam aos prazeres mundanos dos mortais._Você tem certeza??? Todos??? Perguntou o Conde que agora estava mais branco do que nunca._Bem...todos não, mas a maioria sim!! E alguns não são, mas gostariam, e como!! É um tal chupa pescocinho daqui, pega no pulso e suga dali. Já viu ou leu alguns desses filmes ou livros onde os Vampiros choram quando matam uma vítima?? Ficam arrependidos; fazem cara de tesão quando chupam o sangue, ficam babando como um drogado na beirada da privada, com maquiagem borrada... Aí vem outro Vampiro e o abraça, choram juntos, se lembram de quando foram bulinados pelo padrasto enquando ainda eram jovens humanos ... Bichice pura!! Usam cabelos longos caídos no rosto, brinquinhos de prata na orelha. fazem cara de tristes e amargurados. Anda pela noite atrás de um rapazinho belo e indefeso para começar com a viadagem!!! Disse o rapaz enquanto lançava pedaços do pulmão envoltos em perdigotos no painel do carro._Mas quando começou isso tudo??? Peguntou Conde com dificuldade de falar._Não tem tanto tempo assim... Acho que começou entre os anos 60 e 80 com uns filmes pornográficos: "Dracula Sucks", "Dracula and the Boys", "Gayracula", "Love Bite"... Mas ficou famoso mesmo depois que uma lésbica chamada Anne Rice começou a escrever histórias de Vampiros. A comunidade gay entrou em polvorosa, foi um delíro só. Daí foi questão de tempo para começar a aparecer mais filmes, revistas, livros, campanhas publicitárias, bares temáticos, boites "clubers", jogos... Existem algumas exceções, mas são poucas, infelizmente não existem mais Vampiros como Christopher Lee, Bela Lugosi, John Carradine... esses eram machos!!!. Como eu sei de tudo isso? Pô vei! Eu sempre adorei histórias de Vampiros, sempre achei o máximo, mas assim que começou a pederastia... Disse o rapaz com pesar._Então não exite mais espaço para vampiros como eu...hã..., digo, Vampiros como antigamente? Perguntou o velho Conde Drácula com as sombrancelhas apertadas._Falando sério? Meu tio... Acho que não!!_Pare!! Disse o Conde._Quê isso véi? Vai ficar no meio da estrada? De noite? Perguntou admirado o rapaz._Eu não vou mais para a cidade, vou voltar. Não tenho nada o que fazer lá. Acho que vou voltar a dormir e quem sabe acordar daqui uns 300 anos... O Conde descia do carro enquanto falava com o rapaz.
O rapaz ficou olhando para aquela figura cabisbaixa, que andava com passos lentos e sôfregos. A capa preta sumia na escuridão lentamente. De repente o vulto se transformou em fumaça, e no meio dela, surgiu voando um grande morcego que seguiu em direção a antiga Torre, sua morada. O rapaz olhou com espanto para aquilo, mas depois ficou sério, entrou no carro e deu partida._Acho que bebi demais... Ora!! Não existe mais Vampiros com aquele...Infelizmente!
Assim que a noite se firmou, o Conde se dirigiu até a sacada da antiga torre em que morava._O que será aquela luz no horizonte? Por um momento pensei que seria o Sol que estava a sair. Será um grande incêndio na cidade por detrás das montanhas? Tenho que ver com meus próprios olhos!!O Conde decidiu ir andando pela estrada para conhecer melhor seus novos domínios. Ao chegar na estrada, algo lhe fez excitar. Uma espécie de manta negra cobria a estrada. O que seria aquilo? Haviam duas listras paralelas pintadas de amarelo no centro e outras brancas na borda. O chão parecia ser formado por pequenas pedras negras compactadas, era quente o tal pavimento. Ao se abaixar para melhor ver aquele estranho material, foi surpreendido por uma luz branca que passou ao seu lado em grande velocidade acompanhada de um barulho completamente estranho. A luz gritou:_Ô seu palhaço!!! Quer morrer??? Sai do meio da estrada!!! A luz que agora era composta por dois pontos vermelhos, sumiu ao longe._Aquilo foi um demônio de luz??? Ele me chamou de palhaço?? Que audácia daquele elementalzinho menor!! Disse o indignado Conde.O Conde começou a andar pela borda da estrada e olhou para mais uma luz que vinha ao longe passando por ele como um raio. O Conde pensou ter visto um homem dentro da luz. O velho Drácula ficou confuso. Nunca vira algo assim. Mais uma vinha pela estrada, o Conde se portou no centro da estrada, estendeu os braços e gritou:_Eu! O Príncipe das Trevas! Ordeno que pare!!!O luz emitiu um som agudo e parou. Uma cabeça de um jovem humano apareceu no meio da luminosidade estranha e disse:_Quolé coroa?? Pirou?? Que roupa estranha!! Tá afim de uma carona? Sobe aí!! Disse o rapaz enquanto abria a porta direita do veículo.O Conde hesitou um pouco, não entendeu direito aquele estranho dialeto, mas se dirigiu até o carro e entrou._O que é isso? Uma carruagem sem cavalos? Perguntou o confuso Conde._Isso é um Mustang 73!! O que andou cheirando coroa? Tá indo pra cidade? Te levo lá._Sim! Para a cidade!! Apontava peremptoriamente para as luzes detrás das montanhas quando foi surpreendido pelo solavanco do carro que arrancava com toda velocidade, "cantando" os pneus.
O veículo se dirigia pela estrada durante a noite enquanto cruzava com outros que vinham em sentido contrário. O Conde ainda não se acostumara com aquela situação, e ainda se contraía e fechava os olhos toda vez que uma luz se aproximava. O Conde olhou para o rapaz ao seu lado. Era um jovem meio esquisito (pelo menos para ele). Tinha a cabeça raspada; usava um colete de couro com várias insígnias e pedaços de metal e correntes; tinha um bracelete com pontas afiadas. Havia argola que balançava em seu nariz. Usava uma calça de couro com os mesmos tipos de penduricalhos do resto do corpo. O Conde imaginou que se tratasse de algum bárbaro vindo da bacia do Eufrates ou do baixo Nilo._E aí velho? Você não está indo para uma daquelas festas de viados não né? Perguntou o rapaz._Não entendi sua pergunta meu jovem... Disse com polidez o Conde._Você sabe! Aquela festas de vampiros...aquelas dos "chupadores"... Essa sua roupa.... Disse o rapaz que exalava uma bafo etílico._Vampiros??? Você conhece alguma coisa sobre Vampiros?? Perguntou o Conde Drácula com assombro._Claro!!! Hoje em dia é cheio de Vampiros para todos os lados!! Reuniões, festas, convenções... É moda ser viado hoje em dia.O Conde não entendia direito aquilo que o rapaz lhe dizia com escárnio. Será possível isso que ele ouvira? Os Vampiros vivem junto com os homens e são desprezados ?_O que é "viado"? Perguntou o Conde._Ô coroa!! Onde você esteve nesses últimos séculos? Dormindo? Viado, ou veado, é "paka", "frutinha", "boiola", "bicha", "provador de vara", "eskentapau"... essas coisa!_Você quer dizer....hã...Sodomitas?? Pederastas?? "Aqueles que vão contra a natureza"?? Perguntou o Conde com medo de ouvir a resposta._Sodomita???? Hã... Agora eu me lembro da Bíblia... Sodoma e Gomorra... Sim!!! É isso!!! Os Vampiros de hoje são Sodomitas!!! Disse o rapaz enquanto soltava um suspiro etílico vindo da região do umbigo.
O velho Conde Drácula ficou paralizado na cadeira do carro, com olhar petrificado. Ele não podia acreditar naquilo que ouvira. Era a desgraça da categoria!! Os Vampiros eram as criaturas mais excepcionais do mundo. Tinham poder, graça, honra, classe, domínio... Agora eles se transformaram num bando de delinqüentes que se entregavam aos prazeres mundanos dos mortais._Você tem certeza??? Todos??? Perguntou o Conde que agora estava mais branco do que nunca._Bem...todos não, mas a maioria sim!! E alguns não são, mas gostariam, e como!! É um tal chupa pescocinho daqui, pega no pulso e suga dali. Já viu ou leu alguns desses filmes ou livros onde os Vampiros choram quando matam uma vítima?? Ficam arrependidos; fazem cara de tesão quando chupam o sangue, ficam babando como um drogado na beirada da privada, com maquiagem borrada... Aí vem outro Vampiro e o abraça, choram juntos, se lembram de quando foram bulinados pelo padrasto enquando ainda eram jovens humanos ... Bichice pura!! Usam cabelos longos caídos no rosto, brinquinhos de prata na orelha. fazem cara de tristes e amargurados. Anda pela noite atrás de um rapazinho belo e indefeso para começar com a viadagem!!! Disse o rapaz enquanto lançava pedaços do pulmão envoltos em perdigotos no painel do carro._Mas quando começou isso tudo??? Peguntou Conde com dificuldade de falar._Não tem tanto tempo assim... Acho que começou entre os anos 60 e 80 com uns filmes pornográficos: "Dracula Sucks", "Dracula and the Boys", "Gayracula", "Love Bite"... Mas ficou famoso mesmo depois que uma lésbica chamada Anne Rice começou a escrever histórias de Vampiros. A comunidade gay entrou em polvorosa, foi um delíro só. Daí foi questão de tempo para começar a aparecer mais filmes, revistas, livros, campanhas publicitárias, bares temáticos, boites "clubers", jogos... Existem algumas exceções, mas são poucas, infelizmente não existem mais Vampiros como Christopher Lee, Bela Lugosi, John Carradine... esses eram machos!!!. Como eu sei de tudo isso? Pô vei! Eu sempre adorei histórias de Vampiros, sempre achei o máximo, mas assim que começou a pederastia... Disse o rapaz com pesar._Então não exite mais espaço para vampiros como eu...hã..., digo, Vampiros como antigamente? Perguntou o velho Conde Drácula com as sombrancelhas apertadas._Falando sério? Meu tio... Acho que não!!_Pare!! Disse o Conde._Quê isso véi? Vai ficar no meio da estrada? De noite? Perguntou admirado o rapaz._Eu não vou mais para a cidade, vou voltar. Não tenho nada o que fazer lá. Acho que vou voltar a dormir e quem sabe acordar daqui uns 300 anos... O Conde descia do carro enquanto falava com o rapaz.
O rapaz ficou olhando para aquela figura cabisbaixa, que andava com passos lentos e sôfregos. A capa preta sumia na escuridão lentamente. De repente o vulto se transformou em fumaça, e no meio dela, surgiu voando um grande morcego que seguiu em direção a antiga Torre, sua morada. O rapaz olhou com espanto para aquilo, mas depois ficou sério, entrou no carro e deu partida._Acho que bebi demais... Ora!! Não existe mais Vampiros com aquele...Infelizmente!
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